quarta-feira, 25 de setembro de 2013

GEOGEBRA E A SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

O presente texto de Juliana Batista Pereira trata da utilização de tecnologia nas aulas de matemática com a utilização do software Geogebra para o ensino de Semelhança de triângulos para turmas do 1º ano do Ensino Médio. A seguir será apresentado algumas citações que "justificam" o uso das tecnologias nas aulas de matemática para a autora e a atividade proposta pela mesma:

Leia o texto na integra em:  http://www.pucrs.br/edipucrs/erematsul/poster/JulianaBatistaPereira.pdf

Segundo Soraia Aparecida de Oliveira:
Ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do individuo com outras pessoas (2007, p.5).

Sonia Kramer e Antonio Flavio Barbosa Moreira citam:
 Educar envolve o respeito, a crítica e a ampliação de horizontes e de tradições culturais. Relevância, nesse enfoque, corresponde ao potencial que certos conhecimentos e processos pedagógicos apresentam de tornar as pessoas aptas a definir o papel que devem ter na mudança de seus ambientes e no desenvolvimento da sociedade. Relevância sugere, então, conteúdos e experiências escolares que concorram para formar sujeitos autônomos, críticos e criativos, capazes de compreender como as coisas são, como assim se tornaram e como podem ser transformadas por ações humanas.

Moran (2008) afirma que:
As tecnologias são pontes que abrem a sala de aula para o mundo, que representam, medeiam o nosso conhecimento do mundo. São diferentes formas de representação da realidade, de forma mais abstrata ou concreta, mais estática ou dinâmica, mais linear ou paralela, mas todas elas, combinadas, integradas, possibilitam uma melhor apreensão da realidade e o desenvolvimento de todas as potencialidades do educando, dos diferentes tipos de inteligência, habilidades e atitudes. Desse modo, é difícil negar importância do uso das tecnologias na escola.

 Atividade:
A construção do conceito de Semelhança de Triângulos
Para a construção do conceito tomamos como principal objetivo orientar os alunos a sozinhos alcançarem implicitamente alguns requisitos fundamentais para a chegada em tal conceito. Construímos num primeiro momento, com o auxílio do GeoGebra, dois triângulos retângulos com as medidas dos lados já sugeridas.


 A partir dessa construção inicial, realizamos alguns questionamentos quanto às semelhanças contidas em tais triângulos, como por exemplo, o fato de ambos conterem um ângulo reto. Surge então outra questão, quais seriam os valores dos demais ângulos que compõem essas figuras? Como essas medidas não estavam visivelmente indicadas, propusemos que por meio de conhecimentos já trazidos na bagagem sobre relações trigonométricas, os alunos buscassem tais valores.
Como já esperado, foram encontrados dois possíveis valores para cada ângulo restante e por isso fez-se necessário relembrar a propriedade da soma dos ângulos internos de um triângulo.
Seguindo de forma similar chegamos ao significado de lados homólogos, isto é, um requisito fundamental para tal definição. Como conseqüência de todos os conhecimentos adquiridos até então, obtivemos os critérios que julgamos necessários para a construção do conceito de semelhança de triângulos. Porém, ainda antes de introduzir o conceito matemático propriamente dito, dialogamos com os alunos sobre o que eles entendiam por dois objetos serem semelhantes.
Explicitada a definição e introduzido os casos de semelhança, apresentamos aos alunos uma página na internet em que eles puderam, de forma divertida, aplicar os conhecimentos recém adquiridos.

Referências:

MORAN, Jose Manuel. A educação que desejamos: novas desafios e como chegar La. 2ª Ed. Campinas: Papiros, 2007
MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa ; KRAMER, Sonia. Contemporaneidade, educação e tecnologia. Educação & Sociedade,v. 28, n. 100, p. 1037-1057, out./jan., 2007.
OLIVEIRA,Soraia Aparecida de. O lúdico como motivação nas aulas de matemática. Mundo jovem.Junho de 2007.p.5


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E O “DESINTERESSE” DO ALUNO: CAUSA OU CONSEQUÊNCIA?

Para diferenciar, a postagem desta semana irá ser de trechos do texto de Loriége Pessoa Bitencourt, UNEMAT/Cáceres para reflexões acerca do "desinteresse dos alunos":

Percebe-se que, boa parte dos alunos não demonstra interesse pelos estudos e não dá a devida atenção aos conteúdos e atividades propostas pelo professor. Cabe ao professor descobrir o motivo dessa falta de interesse para, a partir daí, planejar suas ações na tentativa de amenizar o problema.


O sucesso ou o fracasso dos alunos diante da matemática depende de uma relação estabelecida desde os primeiros dias escolares entre a matemática e os alunos. Por isso, o papel que o professor desempenha é fundamental na aprendizagem dessa disciplina, e a metodologia de ensino por ele empregada é determinante para o comportamento dos alunos (LORENZATO, 2006, p. 01). 

Muitas vezes não nos importamos com o que os alunos querem aprender. Nem mesmo lhes questionamos. Preocupamos apenas em cumprir com o currículo conteudista da escola, sem nos preocuparmos se este condiz ou não com a vivência dos nossos alunos. 

Se quisermos que os alunos aprendam de verdade é preciso conhecer os seus interesses, abrir espaço para que questionem, discordem, criem hipóteses, façam inferências de acordo com o conhecimento que já têm apreendido. Que participem, não só na sala, durante as aulas, mas de todo o processo educacional, comprometidos com a escola e com sua própria educação social. “Os alunos só aprendem a pensar por si próprios se tiverem oportunidade de explicar os seus raciocínios em sala de aula ao professor e aos seus colegas” (CARVALHO, 1994, p. 98). Só haverá participação se houver interesse. Quando existe interesse, a atenção fica presa ao que se está fazendo. 

Na maioria das vezes, a falta de interesse e de participação dos alunos na sala de aula é vista como sendo culpa somente dos alunos e a causa da não aprendizagem, como se eles fossem os únicos responsáveis pela sua própria educação. A falta de interesse e de participação não é visto como conseqüência de aulas mal planejadas, de professores mal preparados para a docência ou de ambientes inadequados para o trabalho. Somente os alunos são avaliados. O professor também tem sua parcela de culpa neste caso, sem falar no restante da sociedade (pais, governantes e outros).