terça-feira, 27 de agosto de 2013

Softwares Matemáticos

 Na expectativa de contribuir para um ensino e aprendizagem de Matemática mais dinâmico e mais próximo das constantes transformações que a sociedade em particular o ensino da Matemática tem vivenciado há uma certa preocupação em analisar e explorar softwares matemáticos já que as atividades em sala de aula devem proporcionar uma aprendizagem contínua em um exercício coletivo de memoria, imaginação, percepção, raciocínios e competencias para a produção e transmissão de conhecimentos. Neste contexto, os aplicativos educacionais de Matemática devem ser utilizados de modo a favorecer a aprendizagem da Matemática nos diferentes níveis de ensino.
Quando falamos em analisar ou explorar um software precisamos evidenciar algumas coisas:
- o software irá proporcionar algum ganho na aprendizagem de me aluno;
- por meio do software irei chegar ao meu objetivo;
- meu aluno irá se sentir motivado quando usa-lo, poderá agir de forma participativa;
- o software possibilita por meio de metodologias o meu aluno construir seu conhecimento;
- por meio do software meu aluno conseguirá atribuir significado ao conteúdo trabalhado;
- o aluno conseguirá observar e criticar resultados ou perceber regularidades;
- é possível que haja socializações ao final das atividades para que se construa ideias a partir do que foi proposto;
É importante que se proponha a quebra do ensino tradicional, e que se passe a trabalhar com o aluno construindo seu conhecimento a partir de suas conjecturas, que ele aprenda a formular e validar ideias (hipóteses) que ele seja capaz de organizar dados e socializar resultados e que por meio de suas conclusões consiga criar conceitos.
Alguns softwares de domínio publico:
- Mathematics Plotting Package (MPP)
- Winplot, Wingeom, Winmat
- Calíope
- Super LOGO
- MuPAD
- RuimFig e Doorzein.

Educação?

O que é educação? Podemos entender o termo educação no senso comum de duas maneiras, quando tratamos da educação moral e de valores geralmente a educação é fruto e responsabilidade da família, porém quando falamos em educação como ensino, então temos a mesma como responsabilidade da escola. Desta forma quando falamos em educação (ensino) não importa qual termo utilizamos, mas sim qual é a maneira que se realiza esse ensino. Não importa de qual educação estamos falando, ela sempre se dará pela passagem de conhecimentos ou informações de forma oral ou escrita por um "educador" a seu "educando". Tal que nesse processo é só valorizado e priorizado o conteúdo, não se pensa no método de ensino e não é levado em consideração características oriundas do educando e do educador.
Assim o professor é detentor do saber, deve expor conteúdos aos alunos e eles tem a obrigação de aprender mesmo com um método de ensino reduzido a exposições. Logo dentro de um processo de ensino devemos levar em consideração três variáveis, o educando, o educador e o conteúdo.
Em um sentido mais amplo a educação consiste na apropriação de cultura, tal que envolve conhecimento, valores, crenças, tecnologia, etc, assim a educação vai muito além do senso comum da educação familiar ou da escola tradicional. Logo entendemos que a educação forma o homem por completo.
O político em um sentido amplo, significa a convivência em grupo, é o social, assim para a educação essa condição implica em formar um sujeito para a sociedade, logo a educação e o ensino ganham outra finalidade. Passa-se a olhar e haver certa preocupação com o educando e a forma com a qual ele irá aprender com a possibilidade de vivências de situações concretas que devem corresponder ao meu objetivo de formar um ser educado intelectualmente e socialmente. É importante também que o aluno queira aprender, que ele se sinta desafiado, motivado e que do educador receba plenas condições para que seja possível o educando se fazer sujeito, ou seja, para o educando se fazer "homem educado". O educador é responsavel por criar situações para que o educando construa o seu sujeito na sociedade, o educador deve ter consiencia de que sua função interfere no sujeito democrático e na sociedade.
Pense nisso!!! Que sociedade queremos? Estamos educando para ela?



domingo, 25 de agosto de 2013

Valorizando o saber matemático dos educandos da Eja: trabalhadores do comércio

A EJA possibilita grande mobilidade para o professor referente a metodologias a utilizar uma delas é a etnomatemática, alunos da EJA que já são mais velhos e que estão novamente estudando demonstrando grande força de vontade e interesse, porém é necessário a motivação, então porque não utilizar da etnomatemática para ensinar? Use o que seu aluno traz de sua casa, seu cotidiano para ensinar, mostre que as coisas se interligam, e que suas ideias por mais que sejam intuitivas tem sentido e podem ser utilizadas na matemática da escola. Tente, inove!!!
Veja: http://www.unifra.br/eventos/jne2008/Trabalhos/41.pdf

Tecnologia, mudanças de paradigmas e educação no Brasil

Quando falamos em tecnologia referente a educação logicamente passamos a fazer uma retomada histórica do que influenciou nas mudanças educacionais e tecnológicas. Quando falamos no avanço da tecnologia logo lembramos dos adventos que possibilitaram tanto as invenções como o avanço do pensamento humano. Dessa forma sempre estamos sofrendo mudanças axiológicas :(de valores). O ensino sofreu e sempre será influenciado pelos avanços tecnológicos, o ensino que temos hoje fragmentado é baseado nas produções onde cada seção era responsável por uma parte do processo, durante muito tempo a escola formou somente para a mão de obra, e depois  passou a vincular o currículo e trabalho trabalhando já com a formação do cidadão (evidenciando diretos e deveres). Dessa forma não é possível falar que a tecnologia está desligada a educação, e hoje laboratórios de informática estão disponíveis nas escolas para que os alunos tenham acesso a essa tecnologia, mas que principalmente o professor tenha mais uma opção de inovar e criar ambientes e situações em que o aluno construa seu conhecimento. Crie e assuma uma postura que pratique essa tecnologia como meio de ensino.

"O sentido e os significados do ensino de matemática em processos de exclusão e de inclusão escolar e social na educação de jovens e adultos"

A EJA trabalha na perspectiva de ensino e aprendizagem com pessoas que por inúmeros e variados motivos tiveram seus estudos interrompidos, devido a muitas reprovações ou por falta de oportunidade dentre outros fatores. Quando falamos em lecionar na EJA devemos retornar a pensar em nossas práticas pedagógicas a talvez rever a educação monocultural com replicas e repetições passando aos nossos alunos a ideia de uma matemática imutável. Porque não explorar todas as vivencias destes alunos já mais velhos? Porque não aproximar a matemática do que fazem no cotidiano?
É importante motivar seu aluno do EJA que por algum motivo já desistiu de estudar uma vez, é necessário que o professor sempre análise se realmente o motivo o qual o aluno não aprende é somente desinteresse ou se o próprio está realmente criando situações e meios para que o aluno aprenda ou não. Desta forma, se seu aluno não aprende, você tem certeza que a culpa não é sua?
Para se dar aula em um ensino como a EJA é de estrema importância que o professor esteja atualizado, saiba articular as coisas que os alunos trazem de suas vidas para a sala de aula com conceitos e conteúdos, é necessário a motivação e ainda a criação de laços de um relacionamento que muitas vezes irá se tornar bem próximo, além de uma transformação didática para que se pense: O que realmente é essencial eu ensinar para meus alunos da EJA? De que forma ensinar? se fazendo necessário também a utilização de linguagem apropriada para cada modelo de ensino, individual ou coletivo.