terça-feira, 22 de outubro de 2013

A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: ONDE ESTAMOS E PARA ONDE IREMOS?

O texto de Lourdes de la Rosa Onuchic, disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/setembro2012/matematica_artigos/artigo_lonuchic.pdf faz menção a Matemática o seu desenvolvimento, as tecnologias e a Resolução de problemas. A seguir trago aos leitores trechos do artigo:

Por que a Educação Matemática se mostra tão importante para o século XXI? Qual o papel da tecnologia nesse processo? Termina perguntando: Para onde iremos? E se expressa assim: Embora eu não saiba para onde iremos,tenho fortes opiniões sobre algumas coisas que poderiam ser feitas para melhorar a educação matemática:
  • Precisa-se ensinar tanto as habilidades básicas quanto as de ordem superior;
  • Os estudantes deveriam ser levados a acreditar que podem imaginar, representar e compreender a maior parte da matemática trabalhada mesmo se tiverem esquecido um fato ou nunca o tivessem aprendido;
  •  Quando se estivesse usando uma nova tecnologia, o aluno deveria estar seguro de que há uma clara vantagem pedagógica para ela;
  •  Que a educação matemática deveria ser uma atividade para a vida toda e que facilitações para a educação matemática deveriam estar disponíveis;
  • Que a matemática deveria ser aprendida como um todo integrado, começando com atividades concretas e intuitivas para o aprendiz;
  • Que todos os estudantes poderiam aprender matemática e que pudessem se mostrar desejosos e capazes de usá-la de modo eficiente;
  • Que excelentes professores conhecessem diferentes caminhos para ajudar seus alunos a aprender matemática e que, antes de prescrever-se métodos particulares, se pudesse avaliar seus resultados: conhecimentos de conteúdo, habilidade e desejo de usar apropriadamente a matemática trabalhada.
Posteriormente a autora menciona todo o desenvolver de pesquisas em torno da resolução de problemas, como era utilizado "somente como resolver problemas parecidos com os propostos pelo professor" até a utilização como metodologia de ensino proposta por Diretrizes e PCNs que indicam a resolução de problemas como ponto de partida das atividades matemáticas e discutem caminhos para se fazer matemática na sala de aula. Nesta proposta a autora descreve o trabalho do GTERP que trabalha a Resolução de problemas como metodologia de ensino, tendo o professor como guia e os alunos como co-construtores desse conhecimento e integrando uma avaliação mais atual que é construída durante a resolução do problema, integrando-se ao ensino com vistas a acompanhar o crescimento dos alunos.
Ainda comenta:
No GTERP faz-se uso de um roteiro de atividades destinado à orientação de professores para a condução de suas aulas:
1) Preparação do problema - Selecionar um problema visando à construção de um novo conceito, princípio ou procedimento. Esse problema será chamado problema gerador. É bom ressaltar que o conteúdo matemático necessário para a resolução do problema proposto não tenha ainda sido trabalhado em sala de aula;
2) Leitura individual - Entregar uma cópia do problema para cada aluno e solicitar que seja feita sua leitura;
3) Leitura em conjunto - Formar grupos e solicitar nova leitura do problema, agora nos grupos;
Se houver dificuldade na leitura do texto, o próprio professor pode auxiliar os alunos, lendo e levando-os a interpretar o problema.
Se houver, no texto do problema, palavras desconhecidas para os alunos, surge um problema secundário. Busca-se uma forma de esclarecer as dúvidas e, se necessário, pode-se, com os alunos, consultar um dicionário.
4) Resolução do problema - De posse do problema, sem dúvidas quanto ao enunciado, os alunos, em seus grupos, num trabalho cooperativo e colaborativo, buscam resolvê-lo. Considerando os alunos como co-construtores da “matemática nova” que se quer abordar, o problema gerador é aquele que, ao longo de sua resolução, conduzirá os alunos na construção do conteúdo planejado pelo professor para aquela aula.
5) Observar e incentivar – Nessa etapa o professor não tem mais o papel de transmissor do conhecimento. Enquanto os alunos, em grupos, buscam resolver o problema, o professor observa, analisa o comportamento dos alunos e estimula o trabalho colaborativo. Ainda, o professor, como mediador, leva os alunos a pensar, dando-lhes tempo e incentivando a troca de ideias entre eles.
O professor incentiva os alunos a utilizarem seus conhecimentos prévios e técnicas operatórias já conhecidas necessárias à resolução do problema proposto. Estimula-os a escolher diferentes caminhos (métodos) a partir dos próprios recursos de que dispõem. Entretanto, é necessário que o professor atenda aos alunos em suas dificuldades, colocando-se como interventor e questionador. Acompanha suas explorações e ajuda-os, quando necessário, a resolver problemas secundários que podem surgir no decurso da resolução: notação; passagem da linguagem vernácula para a linguagem matemática; conceitos relacionados; e técnicas operatórias; a fim de possibilitar a continuação do trabalho.
6) Registro das resoluções na lousa – Representantes dos grupos são convidados a registrar, na lousa, suas resoluções. Resoluções certas, erradas ou feitas por diferentes processos devem ser apresentadas para que todos os alunos as analisem e discutam.
7) Plenária – Para esta etapa são convidados todos os alunos para discutirem as diferentes resoluções registradas na lousa pelos colegas, para defenderem seus pontos de vista e esclarecerem suas dúvidas. O professor se coloca, como guia e mediador das discussões, incentivando a participação ativa e efetiva de todos os alunos. Este é um momento bastante rico para a aprendizagem.
8) Busca de consenso – Após serem sanadas as dúvidas e analisadas as resoluções e soluções obtidas para o problema, o professor incentiva toda a classe a chegar a um consenso sobre o resultado correto.
9) Formalização do conteúdo – Neste momento, denominado “formalização”, o professor registra na lousa uma apresentação “formal” – organizada e estruturada em linguagem matemática – padronizando os conceitos, os princípios e os procedimentos construídos através da resolução do problema, destacando as diferentes técnicas operatórias e as demonstrações das propriedades qualificadas sobre o assunto. (ONUCHIC; ALLEVATO, 2011, p. 83 - 85)


sábado, 5 de outubro de 2013

Para que serve a Matemática

No texto de Underwood Dudley disponível em: <http://br.dir.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/85192>,  são discutidas ideias de qual a importância do ensino da Matemática nas escolas e para que serve esta matemática ensinada, sobre tudo enfatizando a matemática como o estudo da álgebra, trigonometria, calculo, álgebra linear, assuntos para além da aritmética. 
Passa-se então, a refletir sobre todo o currículo escolar e qual é a relação dos conteúdos e técnicas Matemáticas aprendidas na escola com a vida do aluno, em que situação estas questões se farão importantes, mais objetivamente, podemos fazer as famosas perguntas: "para que vou usar isso?". A partir dai podemos chegar a conclusão de que é ilusão procurar uma justificativa para isto, no sentido de que em nosso dia a dia a matemática é utilizada de forma simplificada, ágil, pois estudos já foram desenvolvidos e métodos criados para facilitar o resolver de tarefas, até mesmo com o uso de tecnologias. Isto mostra que não dependemos da álgebra para resolver problemas em nosso cotidiano, e é por esse motivo que nos deparamos com inúmeros problemas em livros didáticos que não fazem nenhum sentido, como: deslocamento do ponto A até o B, sobre fazendeiros cercando plantações e etc. Assim se a álgebra fizesse parte do nosso dia a dia pesquisadores somente precisariam descrever relatos verdadeiros sobre a aplicação da álgebra e não somente criar exemplos e exercicios sem pê nem cabeça.
Pensando pelo ponto de vista de que a matemática ensinada na escola não é utilizada posteriormente pelo aluno em sua vida cotidiano, então porque ela é estudada? Segundo o autor a matemática até pode ser utilizada por exemplo no trabalho, mas hoje já contamos com tecnologias que nos auxiliam no desenvolver de cálculos que já foram estudados, então não faz sentido jovens decorarem e repetirem milhares de vezes cálculos que não farão diferença em seus trabalhos. 
Mesmo com todos estes argumentos o autor enfatiza que o ensino da Matemática se dá porque todos sabem que a Matemática desenvolve o raciocínio e nos conduz a verdade. Matemáticos resolvem problemas somente usando a razão e por meio dela comprovam sua veracidade. São dados exemplo do desenvolvimento da capacidade de raciocínio, da agilidade em fazer correlações e da lógica.
 Por fim o  autor enfatiza:
[...] álgebra não significa apenas princípios matemáticos, mas uma filosofia ou um jeito de pensar; ela treina sua mente e faz as provas, tão complexas e intimidadoras, pareceram mais simples tanto na escola quanto na vida.






Tecnologias e Professores de Matemática: usos e desafios

Professores buscam na formação continuada um espaço de reflexão acerca das práticas efetivas do espaço escolar. Esses espaços de formação deveriam discutir questões pertinentes aos processos de
ensino e de aprendizagem, mas, na verdade, muitas vezes o que encontram são teorias totalmente adversas
de sua prática.
Dessa forma, segundo Costa (2004), o que ocorre é um descompasso entre os processos de formação continuada e a prática de sala de aula, visto que os professores não conseguem realizar mudanças significativas e muitos continuam a viver sua profissão de forma solitária, buscando individualmente resolver os problemas oriundos do calor da prática pedagógica.
Dessa forma o projeto de pesquisa da Professora Eguimara Selma Branco, consiste na análise dos movimentos de (re)construção de conceitos matemáticos por professores de Matemática, a partir do uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), especificamente softwares para trabalho com conceitos matemáticos, ao participarem de um grupo de trabalho colaborativo que permitirá a troca de experiências entre professores por meio de fóruns, chats e produções em wiki, na modalidade a distância e em encontros presenciais pré-estabelicedos.
Segundo a autora:
A apreensão do conhecimento na perspectiva das tecnologias digitais, em especial o computador e a
internet, precisam ser assumidas como possibilidades didáticas. Mas esse ensinar não deve limitar-se a um contexto de reprodução das aulas convencionais, muito menos de ensinar a lidar com a máquina, mas sim num contexto de construção do conhecimento, de professores que ensinam com o computador. Neste sentido, a importância do professor vivenciar a aprendizagem de conceitos usando diferentes TICs, compreendendo este “novo” movimento de aprender conceitos na era digital.
Segundo Valente:
não se trata de criar condições para o professor dominar o computador ou o software, mas sim auxiliá-lo a desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Mais uma vez, a questão da formação do professor mostra-se de fundamental importância no processo de introdução da informática na educação, exigindo soluções inovadoras e novas abordagens que fundamentem os cursos de formação. (1997, p.14).
A utilização de recursos tecnológicos, como proposta para estudos de um grupo colaborativo de professores, pode se constituir em um espaço criativo de reconstrução de práticas de professores de Matemática. Dentre essas tecnologias, a internet se destaca com grande aplicabilidade, uma vez que se constitui numa ferramenta de auxílio ao grupo de professores na pesquisa, produção, socialização e interação para o enriquecimento das práticas pedagógicas.

Leia mais em: http://www2.rc.unesp.br/eventos/matematica/ebrapem2008/upload/142-1-A-gt6_branco_ta.pdf